Do QUILOMBO ouviu-se
um grito de dor de infâmia
pois em rede nacional
lhes tiraram tudo o que tinham,
tiveram negadas sua IDENTIDADE
e sua HISTÓRIA em proporções globais.
Do QUILOMBO sentiu-se
um suspiro de CERTEZA do que são
e a espera que não será em vão
pois seu VALOR será trazido
de volta pela terra do nunca e,
assim poderão ostentar
o seu orgulho de ser remanescentes.
Apesar da pretensão
bem intencionada da autora,
que os enxerga como remanescentes
de raça, de história,
de origem e de VERDADE.
Wednesday, May 30, 2007
Monday, May 21, 2007
Espelho!
11/13/06
A parede
Branca
Um quadro na parede
Uma nova figura a cada olhar
De soslaio tento percebê-la imóvel
No mínimo estática
A cada dia uma nova mudança
E as figuras, embora diferentes, me parecem familiar
Nunca a vi de verdade
Não pude contemplá-la pessoalmente
Só o quadro, na parede
Às vezes só uma moldura,
Mas sempre que vejo, uma figura
Esta inconstante
E que me confunde
Quadro que tem em vários lugares,
Molduras diferentes
Mas a mesma figura familiar
Sempre que estou, ela está
Presente enantiomorfa
Presente figura do meu presente
Branca, a parede, ou quem sabe outra cor
O quadro, diferente
Mesma figura familiar
Família, quem sabe eu
Quem sabe fui, quem sabe ainda sou
No quadro
Branca, ou quem sabe outra cor
A figura
11/13/06
A parede
Branca
Um quadro na parede
Uma nova figura a cada olhar
De soslaio tento percebê-la imóvel
No mínimo estática
A cada dia uma nova mudança
E as figuras, embora diferentes, me parecem familiar
Nunca a vi de verdade
Não pude contemplá-la pessoalmente
Só o quadro, na parede
Às vezes só uma moldura,
Mas sempre que vejo, uma figura
Esta inconstante
E que me confunde
Quadro que tem em vários lugares,
Molduras diferentes
Mas a mesma figura familiar
Sempre que estou, ela está
Presente enantiomorfa
Presente figura do meu presente
Branca, a parede, ou quem sabe outra cor
O quadro, diferente
Mesma figura familiar
Família, quem sabe eu
Quem sabe fui, quem sabe ainda sou
No quadro
Branca, ou quem sabe outra cor
A figura
Sunday, May 20, 2007
Tuesday, May 15, 2007
Ensaio
Sem o gesto de toda vez pensar
E fazer transparecer todos desejos
Sem querer rasgue os cabelos
Mas não me impeça de amar.
Minh'alma tem mechas ruivas
Donde descem labredas de fogo
Que queimam em cada medo
Derramando suas cinzas cálidas.
A boca não é para observar
Nem o silêncio para os olhos
Tampouco almas sem corpos.
Vontades se fazem muitas
Com um disimulado medo
De amanhecer sem enredo.
Sem o gesto de toda vez pensar
E fazer transparecer todos desejos
Sem querer rasgue os cabelos
Mas não me impeça de amar.
Minh'alma tem mechas ruivas
Donde descem labredas de fogo
Que queimam em cada medo
Derramando suas cinzas cálidas.
A boca não é para observar
Nem o silêncio para os olhos
Tampouco almas sem corpos.
Vontades se fazem muitas
Com um disimulado medo
De amanhecer sem enredo.
Monday, May 14, 2007
Saturday, May 12, 2007
Posts Proibidos
[se fossem não estariam publicados aqui, são] de datas anteriores a um acontecimento... digamos... marcante!
não tinha postado na época mas só agora me sinto a vontade.
Euforia [2ª etapa] 01/05/2007
Euforia [1ª etapa] 25/04/2007
Angustiante 08/04/2007
[se fossem não estariam publicados aqui, são] de datas anteriores a um acontecimento... digamos... marcante!
não tinha postado na época mas só agora me sinto a vontade.
Euforia [2ª etapa] 01/05/2007
Euforia [1ª etapa] 25/04/2007
Angustiante 08/04/2007
Thursday, May 10, 2007
Algo que eu queria ter escrito [7]
Tuas poucas palavras
Meus atentos ouvidos
Um sopro adverso
Encrespando as águas.
Apenas escutava
O que tu não dizias.
Inteira ensimesmada
A tarde se fechava
Minha boca se abria
E não dizia nada.
Se eu pudesse diria:
Que a vida se me apaga
Porque o ouvido não ouve
O que lhe caberia.
Se dissesses - Amada -
(Te parece difícil?)
Só isso bastaria.
Hilda Hilst
Tuas poucas palavras
Meus atentos ouvidos
Um sopro adverso
Encrespando as águas.
Apenas escutava
O que tu não dizias.
Inteira ensimesmada
A tarde se fechava
Minha boca se abria
E não dizia nada.
Se eu pudesse diria:
Que a vida se me apaga
Porque o ouvido não ouve
O que lhe caberia.
Se dissesses - Amada -
(Te parece difícil?)
Só isso bastaria.
Hilda Hilst
Wednesday, May 09, 2007
Aliás, os meus cabelos já cresceram. Não estou mais tão parecida com ela.
Da figura, talvez, o que resta de mim é a mão corajosa. E a expressão dos olhos.
A serenidade da boca, a calma da pose. O conforto.
E, pra quem não vê o coração dessa moça, ele está feliz, livre, não no chão, mas numa grama verde, debaixo da sombra d'uma árvore e tomando água de coco.
Acordei hoje com essa palavra na cabeça: Libertariedade.
Tuesday, May 01, 2007
Foi-se. Tornou-se. Como uma fênix sentiu um tremor em suas costas. E desvaneceu-se, entregou-se.
Ressurgindo a um tempo num pico eufórico rendida por frêmitos de prazer... prazer, prazer, prazer...
Até que a um momento resultou-se em calmaria, descanso, paciência. Na adrenalina lançada a fundo dentro de si, que percorreu parte por parte, achou o que a fez calar. E calou-se.
Deixando o corpo dançar a melodia de gritos trazidos por uma respiração arritmica e vazia.
Apelos sentidos por um olhar e mãos em mãos invasoras e quentes. A um instante do que antes estava calma fez-se volúpia - misto de entrega e euforia.
Confiança dando saltos e mãos - invasoras e quentes. Aahh... quentes e queimando etapas. Pulando barreiras e dizendo sou seu.
Sua sem propriedade, apenas posse, entrega, momento, euforia, calor...
Sua sem medo, sem pensar, sem dizer, sem calar.
EUFORIA
s. f., estado de espírito de satisfação e alegria fora do normal; alegria intensa e expansiva; bem-estar, tranquilidade, calma, produzidos por boa saúde ou por estupefacientes; exaltação; entusiasmo.
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