Ensaio
Sem o gesto de toda vez pensar
E fazer transparecer todos desejos
Sem querer rasgue os cabelos
Mas não me impeça de amar.
Minh'alma tem mechas ruivas
Donde descem labredas de fogo
Que queimam em cada medo
Derramando suas cinzas cálidas.
A boca não é para observar
Nem o silêncio para os olhos
Tampouco almas sem corpos.
Vontades se fazem muitas
Com um disimulado medo
De amanhecer sem enredo.
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1 comment:
Uau! Essa poesia é de perder a respiração! Um belo retrato da alma feminina, sempre apaixonada, profunda, insaciada; enfim... um verdadeiro furacão! Beijos Victor Hugo
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