Wednesday, May 30, 2007

Do QUILOMBO ouviu-se
um grito de dor de infâmia
pois em rede nacional
lhes tiraram tudo o que tinham,

tiveram negadas sua IDENTIDADE
e sua HISTÓRIA em proporções globais.
Do QUILOMBO sentiu-se
um suspiro de CERTEZA do que são
e a espera que não será em vão

pois seu VALOR será trazido
de volta pela terra do nunca e,
assim poderão ostentar
o seu orgulho de ser remanescentes.

Apesar da pretensão
bem intencionada da autora,
que os enxerga como remanescentes
de raça, de história,
de origem e de VERDADE.

Monday, May 21, 2007

Espelho!
11/13/06

A parede
Branca
Um quadro na parede
Uma nova figura a cada olhar

De soslaio tento percebê-la imóvel
No mínimo estática
A cada dia uma nova mudança
E as figuras, embora diferentes, me parecem familiar
Nunca a vi de verdade
Não pude contemplá-la pessoalmente

Só o quadro, na parede
Às vezes só uma moldura,
Mas sempre que vejo, uma figura
Esta inconstante
E que me confunde

Quadro que tem em vários lugares,
Molduras diferentes
Mas a mesma figura familiar
Sempre que estou, ela está
Presente enantiomorfa
Presente figura do meu presente

Branca, a parede, ou quem sabe outra cor
O quadro, diferente
Mesma figura familiar
Família, quem sabe eu

Quem sabe fui, quem sabe ainda sou
No quadro
Branca, ou quem sabe outra cor
A figura

Sunday, May 20, 2007

Sou de fase como a lua.
fases de ficar em casa e fases de ir pra rua.
Cecília Meirelles


Sou de fase como a lua.
Fases de beber cerveja e fases de ficar nua.
[5ui6a 69i2o5a] by Victor Hugo e Laís Dias
que sorriso lindo
e o não dizer
o que disse querer

lá longe eu vejo
aquele abraço
aquele cheiro de querer

do suor cerveja desce,
gela
esfria meu calor
e diz:
- Libertariedade!

que um dia na cidade
surpreende na calçada
sentada na beirada
esperando o sol nascer.

18/05/17
roda ponto roda o ponto
copo ponto bebe a roda
ponto copo cheio
cheio peça ponto
nada ponto pedra
vento saco bebe
vento come saco
ponto.

18/05/2007

Tuesday, May 15, 2007

Ensaio

Sem o gesto de toda vez pensar
E fazer transparecer todos desejos
Sem querer rasgue os cabelos
Mas não me impeça de amar.

Minh'alma tem mechas ruivas
Donde descem labredas de fogo
Que queimam em cada medo
Derramando suas cinzas cálidas.

A boca não é para observar
Nem o silêncio para os olhos
Tampouco almas sem corpos.

Vontades se fazem muitas
Com um disimulado medo
De amanhecer sem enredo.

Monday, May 14, 2007

Algo que eu queria ter escrito [8]

Tudo tem seu apogeu e seu declínio...
É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos ser o nada, eis que a vida ressurge,triunfante e bela!... Novas folhas, novas flores, na indefinida bênção do recomeço!

Chico Xavier

Saturday, May 12, 2007

Posts Proibidos
[se fossem não estariam publicados aqui, são] de datas anteriores a um acontecimento... digamos... marcante!
não tinha postado na época mas só agora me sinto a vontade.

Euforia [2ª etapa] 01/05/2007

Euforia [1ª etapa] 25/04/2007

Angustiante 08/04/2007

Thursday, May 10, 2007

Algo que eu queria ter escrito [7]

Tuas poucas palavras
Meus atentos ouvidos
Um sopro adverso
Encrespando as águas.

Apenas escutava
O que tu não dizias.
Inteira ensimesmada
A tarde se fechava

Minha boca se abria
E não dizia nada.
Se eu pudesse diria:

Que a vida se me apaga
Porque o ouvido não ouve
O que lhe caberia.
Se dissesses - Amada -
(Te parece difícil?)

Só isso bastaria.

Hilda Hilst

Wednesday, May 09, 2007

-> Achei parecida comigo. Fora a cor dos cabelos e dos olhos.
Aliás, os meus cabelos já cresceram. Não estou mais tão parecida com ela.
Da figura, talvez, o que resta de mim é a mão corajosa. E a expressão dos olhos.
A serenidade da boca, a calma da pose. O conforto.
E, pra quem não vê o coração dessa moça, ele está feliz, livre, não no chão, mas numa grama verde, debaixo da sombra d'uma árvore e tomando água de coco.
Acordei hoje com essa palavra na cabeça: Libertariedade.

Tuesday, May 01, 2007

Euforia [2ª Etapa]
Foi-se. Tornou-se. Como uma fênix sentiu um tremor em suas costas. E desvaneceu-se, entregou-se.
Ressurgindo a um tempo num pico eufórico rendida por frêmitos de prazer... prazer, prazer, prazer...
Até que a um momento resultou-se em calmaria, descanso, paciência. Na adrenalina lançada a fundo dentro de si, que percorreu parte por parte, achou o que a fez calar. E calou-se.
Deixando o corpo dançar a melodia de gritos trazidos por uma respiração arritmica e vazia.
Apelos sentidos por um olhar e mãos em mãos invasoras e quentes. A um instante do que antes estava calma fez-se volúpia - misto de entrega e euforia.
Confiança dando saltos e mãos - invasoras e quentes. Aahh... quentes e queimando etapas. Pulando barreiras e dizendo sou seu.
Sua sem propriedade, apenas posse, entrega, momento, euforia, calor...
Sua sem medo, sem pensar, sem dizer, sem calar.
EUFORIA
s. f., estado de espírito de satisfação e alegria fora do normal; alegria intensa e expansiva; bem-estar, tranquilidade, calma, produzidos por boa saúde ou por estupefacientes; exaltação; entusiasmo.