Wednesday, December 27, 2006

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos

Agora, que chegaste a idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ter este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
A realidade, Maria, é louca.
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice nos faz à gatinha: “Fala a verdade Dinah, já comestes um morcego?”
Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isto acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente.Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço; “Estou tão cansada de estar aqui sozinha!” O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice-e-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: “Oh, I beg your pardon!” Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas do gato, experimenta o ponto-de-vista do rato. Foi o que rato perguntou a Alice: “Gostarias de gatos se fosses eu?”
Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessários tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando as atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: “A corrida terminou! mas quem ganhou?” É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhaste.
Disse o ratinho: “Minha história é longa e triste!” Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance”. Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e das mulheres que superam e dizem: “Minha vida daria um romance!” Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.
Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer os seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: “Devo estar diminuindo de novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.
E escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escrito inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma maquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e fica bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado e como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom-humor.
Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.
Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: “Agora sei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas”.
Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: é feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.

(De O Colunista do Morro)


Elenco de cronistas modernos [por] Carlos Drummond de Andrade [e outros]. 13. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. (pág 120)

Tuesday, December 26, 2006

30 de Fevereiro!

É desta maneira que estão passando todos os dias das minhas férias,
é como se eu tivesse morrido, ou parado num lugar distante.
Aliás, eu estou sim num lugar distante,
mas não foi isso que eu quis dizer.
As manhãs tem sido demoradas, as tardes entediantes e
as noites intermináveis, saciadas de insônia.

Meu corpo treme de cansaço e minha cabeça explode,
minhãs mãos não seguram mais a comida
e meus pés já não me levam a lugar algum.

Meu corpo, esulpido e bem vestido, está
preparado pra qualquer baile de fim de ano,
onde está sempre presente e explêndido!


Mas meu coração chora.
Meu corpo implora.
E minha cabeça nega - veementemente.


O que estou lendo(?):
Não interessa!
Infância!

Um sorriso que se aprende
a dar valor;

Uma existência em sonho
que eu gostaria de
ter dentro de mim;

É esta a criança que
eu queria, pra (re)aprender
a sorrir e sonhar
com épocas distantes;

Um futuro idealizado
e pelo qual eu deveria lutar
como o sonho bom que é.

Sunday, December 24, 2006

O Vento e O Veículo! [ou O Vento n'O Veículo]

De tarde.. à tardinha
já é tarde pra sorrir.
No carro, a viagem.
Ou a viagem no carro?

Não importa.

O Vento invadiu pela janela
e bagunçou os meus cabelos
Eles também têm sido companheiros.

O Vento e o cabelo
no carro
Sintonia? Ou Arritmia?
Bagunça.

Tardes vazias e cabeça cheia de inutilidades
Futilidades. < / f e l i c i d a d e >. (a)feliz.
Apenas mais um mesmo sonho de sempre.
e uma fuga do tema. < / o _ v e n t o _ e _ o _ v e i c u l o >

Deverei eu me render a uma paixão?

O que estou lendo:
O mesmo de sempre, ou seja, não cerveja. O Pequeno Prícipe.
De novo. Estou tentando achar um sentido pra tudo isso.

Ainda não descobriram como se lê cerveja.
Mas em 1834 não tinham inventado a TV. (Ainda bem!).

(a)feliz. Eu sou destemível.
Espero que isto não me crie problemas (mais?)
< / m a i s >
O Veículo!
O carro se move,
anda.
As árvores se movem,
Elas ficam pra trás.

Cada paisagem conhecida
é apenas mais uma.
E o alimento comido
serve apenas de combustível.

D'um corpo mórbido e sem vida

que não contempla mais paisagens
nem sente sabores
Quem dirá amores.

Quanto mais sabores,
apenas dissabores.
Agora só segue sua viagem
Sem saber pra onde nem quando.

Que diferença faz
De ônibus, carro ou patins.
Importa que vou sempre indo
e escondendo paixões.

Férias, pra que te quero? Inútil!

O que estou lendo:
Dom Quixote - uma edição qualquer resumida e sem graça.
O Pequeno Príncipe - de novo.

Wednesday, December 20, 2006

O Vento! [Parte II]

Passaram-se apenas 3 dias e eu já perdi a compostura. Tem hora que não dá mais pra segurar e o que mais quero é deixar que elas corram pelo meu rosto.

Mas o vento, o mesmo que balançou os meus cabelos, secou de minha face todos os caminhos desenhados por uma secreção aquosa, levemente alcalina, de glândula lacrimal, que serve para umidificar a conjuntiva, e sentida como fogo em brasa.

E se mostrou (o vento) um ótimo companheiro ocasional, para que a solidão, outrora idealizada, se transforme num puro momento de reflexão.

E se minha vida
fosse toda de escolhas por mim definidas,
desejaria não ter um corpo tão assim
tão quente e agora tão sequioso

Ao mesmo tempo que meu coração planeja
meu corpo implora
e minha cabeça declina -veementemente

Jamais senti um Não tão seguro
e sou tomada por um grande medo
já que esta segurança,
paradoxalmente, partiu de mim.
O que estou lendo:
AMADO, Jorge. Mar Morto. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1996
&
Elenco de cronistas modernos [por] Carlos Drummond de Andrade [e outros]. 13. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994.
O Vento! [Parte I]

Com o vento que balançou os meus cabelos, e desconcentrou-me momentaneamente da leitura, veio a saudade, e com ela lembranças.

Nem o canto do passarinho me trouxe quietude, mais parecia um grito abafado de perda que incomodava meus ouvidos.

Desta vez sol da manhã não esquentou o meu corpo. Quem sabe apenas o café fresquinho, que me despertou. Invadiu-me a ansiedade e com ela a inquietude de mais um dia aqui.

Oh, lágrimas!
Porque voltaram?

Agora que sois a minha única companhia
temo que me abandonem
deixando como hóspede em meu peito
apenas a apatia.

Desejaria a morte
caso o tempo estabelecido
para a minha enfadonha estadia
ultrapassasse meia estação.

Saturday, December 16, 2006

Medo! [Parte 1]

Inicio agora uma tentativa de descrever o medo, de forma geral, para mais tarde falar do Meu medo. Aquele que me acompanha já faz algum tempo. Por isto apresento este post como "Parte 1". Deus sabe lá quando concluirei a Parte 2, já que qualquer menção do título apresentado me provocou sérias crises, até que eu começasse esta tentativa esperançosa de falar sobre.

Achei que alguma coisa fosse mudar. Não sei. No final parece sempre estar do mesmo jeito. É quando os meus surtos ilusórios – de que haveria ou de que eu estaria vivendo um mudança – se esvaem, dando a certeza de que não passariam de uns surtos. E ainda por cima ilusórios. Percebo que este é um dos momentos que o que eu mais preciso é de um incentivo interno para me aceitar, ou quem sabe me encontrar, já que aceitar parece atitude de fracos. Mas o problem é este! Onde eu mais me vejo forte e preparada é onde mais salta às vistas minhas fraquezas. Percebo que esta é a hora em que o desespero iminente é um passo que eu devia dar. Não consigo mais pensar em amor. nem em emvolver-me. Sinto medo. Apenas isso. Medo. 15/02/2007


O que estou lendo:
CHRISTIE, Agatha. O misterioso Sr. Quin. 1.ed. Rio de Janeiro: L&PM, 2006
SÓFOCLES 496a.C.. Antígona. Porto Alegre: L&PM, 2006
Raciocínio! (ou a falta dele)

As paredes dos labirintos
da minha mente são móveis
e às vezes intransponíveis

Por isto que eu não me encontro
nem dentro de mim
nem em algum lugar
que outrora eu frequentei

Poderia buscar-me a vida toda,
mas minhas próprias escolhas me
desanimam e me fazem parar

Não em busca de um céu mais estrelado
ou de um amor verdadeiro
mas à procura de descanso.


¬¬
Alguém disse:
legal...
triste....

E teve como resposta:
e uma atentado à gramática a à literatura brasileira
só pelo fato de estar escrito em portugês
por isso que eu preciso aprender outra língua

¬¬
De férias, pra quê? Sem ter o que fazer, pra quê? Acho que não morro até o fim, mesmo que o fim seja a morte! Ou será aí justamente o começo? Não me importo, não agora!
¬¬
Paródia ridícula: "Desligue esse PC e vá ler um livro!"
"¬¬" É auto-censura!

O que estou lendo:
JAMES, William. Pragmatismo. São paulo: Martin Claret, 2005.
Ainda estou neste livro porque eu fiz um "sanduiche" com
WILDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. Porto Alegre: L&PM, 2001.
Igual a diferença!

"ele faz aparentar que vc ta angustiada" - Alguém


De novo esta triste figura apareceu em minha cabeça.
Produto de uma criação inconsequente.

E que me faz igual a diferença
entre o que quero ser
e o que realmente sou.

É sim a figura de alguém angustiado.
Eu, angustiada.

Estes olhos que me falham,
esta cabeça de vento.
Este coração cheio de anseios.

No fundo apenas eu.
luizaspinola

Friday, December 15, 2006

Não faça perguntas!

De repente eu vi tudo se esvair de minhas mãos como vento.
Ou como Nenê Altro disse: "agarro meus sonhos entre minhas mãos mas por entre meus dedos eles se vão".

Sim, estou passando de novo por uma fase de oscilação intensa de humor, de predeterminação. Que em minha vida significa receber sinais. Que eu posso, ou não, "ouví-los".

Hoje um destes sinais me perturbou quando saía do laboratório. Não sei porque, ao invés de voltar pra casa andando, por 10 minutos, assim como fui pra lá, entrei dentro de um ônibus. Qual? Não faço a mínima idéia. Só sei que passou pelo itaigara. Então comprei pilhas pro meu MP3 que "acabara de acabar" e comecei a andar, aproveitei que estava "perto" do parque da cidade e dei uma volta por lá. Me perguntei mil vezes o que fazia ali, o que ou quem estava esperando, mas todas as vezes sem obter respostas. O que mais tarde descobriria. Quando estava no ponto, me preparando parar ir embora estranhamente recebi uma informação. Não, não foi do além! Alguém me disse. Mas não era alguma novidade. Foi só uma confirmação do que eu já sabia, e sei ainda.

Atestado entregue de incompetência, incapacidade, falha em algum ponto numa amizade.
Desisti por não saber mais o que fazer? Mentira! Eu não desisto, acabo sempre caindo nos mesmos erros. E erro, erro, erro, provoco repulsa (ou repugna) naqueles que eu mais quero bem e perto de mim. Mas não é algo obcessivo, que exija a presença física. Apenas gostaria de uma proximidade... Como posso dizer... sem palavras, mas é algo entre proximidade psicológica e "de afinidade" de um para com o outro.

Me referi à repulsa "naqueles que mais quero bem e perto de mim" no plural porque tenho sentido isso em relação a todos. Esta é aquela fase em que acho que meu tempo está se esgotando e que estou fazendo tudo errado ao invés de aproveitar ao máximo os últimos momentos.

Não, não vou morrer, nem matar ninguém. Nem obriguei ninguém a ler isto, portanto, não faça perguntas (isto vale pra mim também).

Thursday, December 14, 2006

Desabafo!

Já tentei traçar mil vezes o meu perfil psicológico, sinto a todo instante a necessidade de conversar com alguém, de desabafar meus medos, minhas inseguranças. Esta sim que é a fonte primária dos meus medos. E na maioria das vezes que paro pra pensar eu acabo na certeza de que sou só mais uma adolescente tentando entender a vida e porque as pessoas são tão assim.
Assim cruéis.
Mas não sou uma pessoa cética, apesar de tudo. Apesar de meus medos. Apesar de minhas decepções. Tem hora que nada faz sentido. Apesar do meu coração dizer que tudo tem um propósito. E espero que ele seja muito convincente quando eu o descobrir.

Sim, eu me decepciono muito. Aprendi há pouco odiar. E tem bem menos tempo que fiz pós-graduação em odiar. Não quero um mestrado, eu não quero mais alguém que me ensine quão sórdida uma pessoa pode ser.

A inocência que eu perdi não posso recuperar. Preferia passar a vida toda enganada a saber da minha incapacidade de enfrentar estas. A quem odeio. A quem devoto uma profunda admiração. Por serem tão frias. Tão lógicas e ao mesmo tempo tão pertubadoras.

No fundo quero apenas continuar a ser eu mesma. Sonhando, e tentando um dia, em vão, consertar todos os defeitos do mundo.

Wednesday, December 13, 2006

Consegui!

na vida imberbe a que estamos subordinados.
é melhor nunca se iludir
em um escarcéu de sonhos lépidos e confusos,
é melhor viver a alegria.

se triste, porquê chorar?
as lágrimas são só uma ínfima parte do oceano pacífico.
então pra quê?

é melhor esquecer.
se hoje sou toda dores,
não prometo mais saná-las.

não prometo mais mentiras, nem entender-me.
se hoje eu sou uma interrogação
é porque eu era toda dúvidas,
ninguém me viu.

boa maneira de se começar um fim
onde tudo se resolve


desafio: começar uma poesia do fim...

estou sentindo que o post de hoje vai ser o pior dos piores
ha.. sim.. briguei com as letras maiúsculas

hoje fui no café gourmet, sensacional! café com chantily é legal! (07/11/2006)
...não era pra ter rimado...
e ainda por cima, de baixo pra cima...
primeira vez que eu estou escrevendo direto na página do "upload"
... e ainda sou toda dúvidas...
Perdeu o sentido!

A15 - 1009 - 33
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H24 - 1009 - 33
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Agora tudo faz sentido
Ou perdeu o sentido?
Não importa.


(...)
Enquanto isso, na última loja a ser visitada naquele dia...
- Por favor, vocês têm caneta tinteiro?? - Pergunto ao vendedor da loja.
- Temos. Mas... deixe-me ver uma neste mostrador de baixo...
Aguardo alguns segundos
- Veja bem, eu só tenho uma caneta, naquela vitrine! - E aponta para uma vitrine imponente, talvez a mais linda da loja.
- Posso ver a caneta, por favor?
Após apresentar alguma resistência, pois aquele vendedor não poderia saber quais as intenções daquela pobre, simples e singela menina que estava diante dele, atende:
- Sim, um momento, mas eu não achei outras canetas com um preço acessível.
Me pergunto.. "Alguém fez menção de preço até agora?". Enquanto ele mostrava a caneta mais singular, bela e única que eu já tinha visto antes, faz aquela cara de "Você não vai comprar isso; não tem dinheiro!", que eu habilmente ignorei.
- Hum, é esta! Muito bonita!
- R$ 495,00.
- ...

- Embrulha pra presente!?!?!
(...)


Sim, este diálogo é verídico.
Até a penúltima frase.

Sim, é bom sonhar. Pena que não possamos compartilhar todos os sonhos... Meu desejo de comprar aquela caneta foi realizado. Pena que não posso dar de presente.
Neste caso, não é a boa intenção que vale.

Tuesday, December 12, 2006

Inverno Precoce!

É difícil não ter inspiração pra belas coisas escrever
Nem ter a quem mandar...
Minhas idéias estão vazias de sentimentos
Pois meu coração anda só!

Quero voltar àquelas coisas bestas
As quais nunca participei
Guardo apenas meu saudosismo hipócrita
Deste parvo coração que nunca amou de verdade.

Que nem o quer e nem lho quer e nunca quis
Discordo em gênero, número
e grau com estas sentimentalidades.
Em minhas veias correm pedras de gelo
E meu coração é só mais uma fonte de loucura

Insanidade consequente,
Não quero participar do folclore de sofrimento
Sei que me privo do alvorecer do dia,
Do verão no ano da vida.

Minha primavera não tem flores
o outono não guarda expectativas
e meu inverno é precoce.

Desisti do amor
Portanto, da vida
Desisti de você
Que não tem um cavalo branco pra me socorrer
destes dias tão iguais.


¬¬
Retomando uma idéia antiga. Ainda não cansei de postar essas velharias, mas é que não consigo
terminar o medo.

Monday, December 11, 2006

É sempre igual!

A15 - 1009 - 33
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H24 - 1009 - 33
020102030101040203040501040404
010305020503040404010105030205
020101020205040301040405050102

Só eu sei o que isto significa, quer dizer,
outros também sabem.
Mas não lhes importa!

Tem dia que o dia cansa,
e dormir é o que se quer.
Querer o que não se quer,
não querer dormir
pro dia continuar,
e ao final dormir...

Que diferença faz?

Sunday, December 10, 2006

Desejos e Anseios!

Você nunca sabe o que quer, até conseguí-lo. Ao mesmo tempo é possível desejar mil coisas, mas em um determinado momento somente uma delas é capaz de realmente produzir felicidade. O ponto de partida pra busca desta satisfação deve ser justamente a concepção do que é realmente importante, ou seja, uma daquelas mil coisas materializada naquele momento. Só que a probabilidade destes dois eventos se encaixarem tende a zero, mas tende sendo quase o próprio zero.
A Felicidade é, então, um estado inalcansável de bem-estar e satisfação.
"Um corpo nunca foi feito para você, até que o toque, e veja que algo nele não é como se imaginava". Neste momento não há decepção, apenas certeza de que nada é perfeito quando se lida com o Homem, que ao mesmo tempo é sensível e cruel.
A presença de um objeto a ser desejado transcende a idealização proposta, anterior ao primeiro encontro, em que os corpos se encontram e as cabeças se afastam. A inexistência de intimidade veda a compreensão, que será adquirida ao longo de uma convivência.
Os Homens são cheios de qualidades e defeitos, eles desejam e repugnam. O que provocará a perfeita interação entre as partes é a completude, de aspectos positivos e negativos, em cada uma delas para com as outras. Então, não cogito a existência de pessoas perfeitas para outras, mas sim relações perfeitas.
Perfeição aqui não está sinônimo de harmonia, pelo contrário, relações perfeitas aparecem como desarmonias perfeitamente situadas no espaço e no tempo. Em que discussões representem crescimento e brigas profetizem reconciliações. A Felicidade existe mediante a existência de momentos conturbados, já que é diante destes que damos valor naquela.
A conquista de um desejo leva a outro, e diante de pessoas, a certeza de que a atual é a mais próxima da idealizada, não a abandonamos, ou por comodismo, ou por segurança. O que acontece, no entanto, é a interferência de uma na vida da outra. A mudança do objeto de desejo, após alcançado e decepcionado, passa a ser o próprio desejo, sedento por mais proximidade da idealização.
Saber o que quer é meio caminho andado para realizar o desejado. Sendo assim, é louvável que não saibamos todos nossos desejos, pois cancretizá-los seria realizar todos os sonhos. Realizar todos os sonhos, ou não sonhar, é o mesmo que não viver.

¬¬ 1: Não sei o que anseios está fazendo no título.
¬¬ 2: O fim não tem nada haver com o começo.
¬¬ 3: Estou com medo.
¬¬ 4: O texto do medo já fez 6 dias de aniversário e ainda não pode ser postado.
¬¬ 5: Estou com saudades de escrever em verso [mesmo que seja uma merda, os que eu faço].
¬¬ 6: É quase o número da besta.
¬¬ 7: Dizem que é o número do azar.
¬¬ 8: São os dias que faltam pra eu ir embora de Salvador, passar as férias longe.

Friday, December 08, 2006

Tempo!

O Tempo. Porquê, Tempo?
Já posso ver minhas rugas,
já posso sentir o peso da gravidade!

Ai, se eu pudesse voltar atrás.
Pra dizer o que não tive coragem,
e sorrir pro desconhecido do ônibus...

O Tempo escorrega por minhas mãos tácitas.
Ele passa e deixa,
e me deixa, me marca, me prende!

Incerto me deixou na contramão de uma mão única,
que impele a metaforizar minha condição.

Tempo! Arraigou-me a um futuro certo,
cujo caminho incerto me agonia
Meu agastamento é sem porquê
eu já sei, assim foi e sempre será!

O relógio da vida cobra
E eu cobro da vida a insuficiência a que tenho direito
Só se for o de morrer! E ver o tempo se esvair

Chego a ponto de não conseguir rematar minha inspiração.
A angústia atemporal que perpassa por meus dias
está se tornando cada vez mais insuportável.
Expiro, é hora de finalizar, pois o tempo não pára!


11/03/06 - Foi quando surgiu a idéia pra fazer este texto médio. Está aqui então, republicado para que os insanos desprovido de criticidade literária e os simpatizantes do estilo de arte livre possam deleitar-se com esta medíocre forma. Abraços!
Coijo!

Queijo
Coco
não, Queijo.
não, Coco.
Ralado! Coco ou queijo?
branco, verde,
de leite, de minas
parmesão, integral.
Queijo
não, Coco.
Queijo verde?
ou Coco de minas?
não, Queijo.
Queijo
Qeijo
Qoijo
Coijo
Coio
Coco

Eu gosto dos dois!

Thursday, December 07, 2006

Ish Liebe Dish!

Como nunca pensei poder amar alguém, e já escrevo isto antecipando o que está por vir. Não te conheço ainda, ou talvez ainda não descobri que é você. Sim, eu ainda vou te (re)conhecer na rua ou dentro de minha própria casa, e seremos felizes para sempre... Ralaremos muito pra sustentar nossos filhos, mas valerá a pena. Muito. Não quero te sufocar com palavras doces e projetos enlatados vendidos no supermercado. Nós passaremos por todas as provas possíveis e prováveis, para termos certeza, a cada minuto, que realmente fomos feitos um para o outro. Pois é por mim que você sente tesão e é por ti que eu subo pelas paredes. São os seus defeitos que se encaixam nos meus e as nossas qualidades que nos faz crescer, que tornam nossos dias interessantes e as rotinas distantes. Existem brigas, todas para que hajam reconciliações a la dois pombinhos apaixonados, e a cada uma delas pensaremos em colocar mais um rebento no mundo como prova de nosso amor, sentimento este que nos sufoca e nos emancipa, que muda mas protege, que é finito posto que é infinito enquanto dure a vida inteira. E viveremos muito, mas morreremos, assim como a folha que cai no Outono e a amora que é colhida na Primavera. Para dar lugar aos outros que virão, pra que este amor possa ser vivido por estes, para amarem e sentir algo próximo do que sentimos mutuamente. Se já esperei tanto, posso esperar mais, o tempo que for preciso pra que nos encontremos, talvez isto seja amanhã, ou depois, quem sabe no fim do mês ou no fim da vida. Seja por um dia ou um ano, uma década ou a vida inteira, se passarmos juntos já terá valido a pena!
[=P]

Não li o livro, na verdade até desviei o foco, já que tenho em minha parede O Retrato de Dorian Gray. Viva Oscar Wilde, e morte aos pocket books e às insolentes canetas Bic. [=)]

Agora sim eu posso voltar ao Pragmatismo de William James.
Às 23:52. (Luiza Spínola).
BeBlog!

Então... Assim... Tipo... Eu estou muito nervosa, não sei bem como começar, nem o que estou fazendo aqui, mas pretendo passar a minha mensagem. Se bem que eu ainda não tenho nada em mente para compartilhar com os assíduos e queridos leitores do meu Blog.

Você, por exemplo! Que começa a se perguntar porque lê estas míseras palavras, ou se não há nada melhor para fazer, é um leitor assíduo pelo fato de ter lido, até então, todos os meus posts! Não obstante, se prestar atenção, perceberá em meu semblante uma dose exacerbada de gratidão e orgulho por contar com a sua presença aqui (ainda mais se deixar um comentário ao final da leitura), e só então dar-se-á conta de que realmente vale a pena acompanhar meu crescimento.

Para não perder o costume, vou deixar minhas dúvidas aflorarem nesta conversa, ou melhor, monólogo. Já que comentários andam escassos e críticas ainda não puderam ser feitas por falta de conteúdo anterior a este 1º post.

Por que um Blog? O que é um Blog? Eu não faço a mínima idéia, e hoje não estou com paciência suficiente para suportar meus questionamentos infundados e apalermados. Quem dirá você, mas, até onde eu sei, não tem uma arma apontada para a sua cabeça, muito menos te comprei, pois ainda não achei o pote de ouro no início do arco-íris.

No entanto, se prestas a perder o seu tempo num texto enfático, totalmente desestruturado e desprovido de idéia central, o problema é seu! E eu só tenho algo haver com isto porque assumo que, lá no fundo do meu coração, estou realmente feliz por receber mais uma visita.

Este é um intróito assustador para quem não me conhece, e para quem conhece também, mas acho necessário deixar claro que geralmente as minhas produções são mais sutis, tímidas e cautelosas. Não nego, portanto, a minha excitação quanto à novidade de ter um Blog só meu, particular e intransferível! My precious... my precious Blog!


Sejam bem vindos, eu não vou expulsar-lhes com vassouradas digitais nem jogar links em vocês para que fujam correndo, e ainda não sou filiada à rede Globo, muito menos Testemunha de Jeová.
Fiz um exame de sangue hoje de manhã, tomei um café que eles ofereceram na saída para eu não desmaiar de fome, fiquei doidona e depois fraca pra "dedéu".
Fui pra Faculdade pegar o resultado, passei direto nesse 1º semestre [xD], projetei o design deste blog, fui almoçar, comi muito para recuperar as forças perdidas e só agora, às 16:33 que estou terminando o texto.
Ouvi o quê? Dá para repetir aí a pergunta por favor... Obrigada!
E não, os próximos posts não serão tão grandes como este, às vezes até aparece um ou dois legais a cada 58.987 textos "postados".
Pretendo concluir isto em pelo menos 10 minutos porque preciso sair urgente.
E à noite quero continuar a leitura da obra Pragmatismo, de William James em versão feia de livro de bolso da Martin Claret. Recomendo. A Obra.

(Não gosto e não sei fazer despedidas [=x])