Tuesday, January 30, 2007

Agora você pode ser o Indiana Jones! E se aventurar em perigosos labirintos e na pirâmide do faraó!

Satisfação garantida ou tenha o seu dinheiro de volta!




http://www.gamesdaweb.com/games/6/indiana-jones.html
Divirta-se!

Sunday, January 21, 2007

Com Certeza!

Que equilíbrio, que nada! Eu sou é uma desequilibrada pronta pra explodir! Haueaheuaheua.
Achei que meu problema fossem as letras que eu vi dançando na parede, que nada! Hoje eu sonhei com milhares de cartas, dançando em meus sonhos, milhares de jogos misturados, Paciência, FreeCell, Tranca, Buraco... Voltou a insônia, a maldita. Aff! Estou enlouquecendo! Preciso de férias (das férias?).
?!?!?!?! Acho que não, sei lá, agora não sei de mais nada.. e o meu blog virou um antigo caderno de desabafo. Acho que é porque eu parei de usar antigos cadernos de desabafo.
E minha cabeça ficou vazia de idéias. Acho que porque nunca as tive.
Apenas sinto falta de minhas poesias mal-estruturadas e mal-feitas, mas excessivamente "viajantes".

Saturday, January 20, 2007

Será?!?!

Demorou pra afastar todos os meus pensamentos negativos em relação às minhas férias, andei tentando até conseguir. Será?!?!Fora todas as minhas agonias e saudades eu pude descobrir aqui, após váriso dias de reflexão, o que eu sou e o que eu quero ser. Pena que ainda não desenvolvi a habilidade de expressar, em palavras, o que é exatamente isto que eu fomei em minha cabeça.
No início das férias eu me preocupei em não me deixar dominar pela preguiça ocupando meu tempo com leitura o dia todo, e sem prestar atenção em nada à minha volta. Enquanto me deliciava com aqueles textos estava tudo ótimo, e, como diz o clichê, eu "viajava sem sair do lugar". Mas percebi que depois uma dor de cabeça insuportável tomava conta de mim e eu juro que cheguei a ver letrinhas dançando na parede branca do meu quarto.
Foi quando reparei que não movi um dedo pra avisar aos conhecidos que eu estava aqui, no interior, sozinha e achando que estava sem amigos. Então decidi reduzir a leitura, e ocupava meu tempo vago jogando buraco e tranca com os primos, foram os melhores momentos em jogo que vivi. Altas risadas, "os cara de saia" e "as mulheres de calça" não sei o que uma coisa tinha haver com outra, mas eu me diverti com isso!
Saí pela primeira vez nessas férias, foi maravilhoso reencontrar meus colegas da 8ª série na pizzaria, rir pra caramba e ressaltar as mudanças ocorridas em cada um. Talvez quem mais mudou fui eu, mas sem me distanciar dos meus princípios.A redução de leitura se mostrou gradual, até sumir de vez. E sim, fui tomada pela preguiça.. levantava só pra comer e mudar o canal da TV. Só que essa "volta ao mundo real" me aproximou mais de minha irmã, comecei a levá-la no Ballet, o que me devolveu a vontade de sair, passando para uma boate, duas formaturas, onde conheci pessoas que poderão se tornar amigos de verdade, um aniversário de 15 anos, MARAVILHOSO, um barzinho na quinta com ótimos amigos, que me fizeram perceber que eu tenho sim, pessoas com quem contar aqui nesse interior.
Agora praticamente só assisto jornal na TV, passo um bom tempo na internet conversando com os meus recém-re-descobertos amigos, brinco com minha irmã, tomo sol no área da casa, penso em sair e vivo de ilusão. De sonhos e metas formados em minha mente. Quem sabe se concretizarão. Sempre há esperança.

Thursday, January 11, 2007

Férias...

Ainda não tive paciência pra escrever sobre minhas férias, então resolvi contar um pouco sob o ângulo do "lado bom", se é que ele existe.
Então, antes que eu comece a reclamar da saudade, sei lá de quê ou de quem, da falta de saídas, da falta de contato social, minhas fases repentinas-impulsivas-degradantes... Ops.. foi sem querer, não penso em outra coisa.
Então, para tentar "reconcentrar-me", lá vai Sartre: Não que a vida não vala a pena, nós que não a fazemos valer.
Ou algo do tipo. Então, lado bom das férias.. é difícil... isto está sendo uma terapia pra mim.. muito difícil continuar este texto-desabafo.. então...
Certo! Vou começar pela parte da saudade. Então. Saudade é bom, não?
Acho que não, comecei mal!
Pronto! Segunda tentativa: "falta saída". Certo, estou presa dentro de casa, não saio nem pra ver carro passando ou os paralelos da minha rua. O lado bom? A cara dos meus pais e da minha tia viúva-desocupada-fuxiquenta que tempos atrás reclamavam que eu saía demais, sem sequer eu realmente sair ou dar motivo para que falassem dessa forma. Pois é, nessas férias a agonia deles ao tentar me expulsar de casa, perguntando cadê meus amigos, porque não saio com eles e o que eu tenho. Fora o sofrimento, minhas respostas vêm imediatamente do coração à cabeça: meus amigos estão em salvador, eu não saio com eles porque está longe, e eu tenho muita vontade de chorar. Pois é, mas é por essa agonia, essa tentativa de me expulsar de casa, agora que eu não quero, é justamente o que me faz rir. Estou me divertindo, e muito com minha própria desgraça. Desgraça? Apenas nãao quero mais sair, agora que posso. Atitude infantil? Não me importa!
"Falta de contato social". Até uma semana atrás eu tinha um conhecido-desconhecido-flerte-amigo, com quem conversava quase todos os dias pelo telefone, marcamos até de nos conhecer, eu ir lá ou ele vir aqui, mas de repente ele desapareceu, ou fui eu quem não deu mais atenção?
R., desculpe!
Pois é, agora não resta mais nada que me prenda a estas férias, e ainda não cortei meu cabelo, não decidi o corte. Indecisa. Lado bom das férias? Fica pro próximo post.

Wednesday, January 10, 2007

Cabelos...

Nunca o título desse blog fez tanto sentido. Tudo que não me mata me fortalece. Eu vou sobreviver.
Nem preciso dizer que eu estou com medo, ou que não sei o que será de mim a partir de agora. Achei que passaria esse tempo (férias forçadas) sem escrever, mas não teve jeito, pois é nas profundezas de minha mente, em momentos impuros de reflexão, que mais vêm idéias para escrever.Isto não quer dizer que eu consiga como quero. Mas de novo veio uma daquelas fases difíceis de passar, e ainda com corpo e mente ansiosos por mudança. Mudança esta que sempre me parece inútil posto que eu me sinto a mesma. Sempre a mesma fracassada. Em relação a quê?
Estou com medo mais uma vez. Queria ir embora daqui e, já que não posso, simplesmente não posso. Não sou “dona do meu nariz”, portanto, não vou. De novo idéias incontroláveis e absurdas passam por minha cabeça. E sempre atingindo o meu cabelo, espero que esta não seja como a outra vez em que cabelos e sobrancelhas voaram pia abaixo. Acho que estes são os alvos porque notavelmente são as partes mais bonitas do meu corpo. Corpo. Matéria, eu sempre tento me desligar dela, mas é inútil.
Sim, estou com medo, mas não vou fazer nada com meus cabelos nem sobrancelhas. Sobrancelhas. Demorou pra eu conseguir tocar nesse assunto. E nem precisei de terapia. Isso não quer dizer que eu não quis - a terapia.
Não estou escrevendo a fim de fazer terrorismo comigo mesma ou alimentar meu sofrimento. Simplesmente quero ir embora. Mas porque os cabelos? Nem eu sei, apenas os imaginei curtinho e fechado na cara com as pontas batendo no rosto e, quem sabe com o vento, fazendo cosquinhas em minhas bochechas, eu possa rir por nada quase. Curto pra poder lavar todo dia, pra entrar de vez numa ducha de água fria nos dias de angústia, pra não precisar de mil cremes e cuidados. Na verdade pensei nesse corte a 2 dias atrás, antes de cair nesse mar de lama, o caso é que a coragem de cortar só vem agora, quando eu estou mal e acho (ou tenho certeza) de que não tenho nada a perder, aí qualquer curiosidade estranha ou mudança brusca pode se realizar, não como uma medida precipitada, mas algo que precisou de um momento pra acontecer, e este momento veio, na hora errado mas veio, então, aproveita-se a coragem e segue.
Preciso aprender a me ouvir, a me entender, a não me temer.
Sim, eu estou com medo.

Thursday, January 04, 2007

Uma Italiana na Suíça
Clarice Lispector

Rosa perdeu os pais quando era pequena. Os irmãos se espalharam pelo mundo e ela entrou para o orfanato de um convento. Lá levava uma vida sóbria e dura com as crianças. Durante o inverno o grande casarão permanecia frio. E os trabalhos não se interrompiam. Ela lavava roupa, varria os quartos, costurava. Enquanto isso as estações se sucediam. Com a cabeça raspada e o longo vestido de fazenda grosseira, às vezes, com a vassoura na mão espiava pelos vidros da janela. O outono era a estação de que mais gostava porque não era preciso sair pra vê-lo: atrás dos vidros as folhas caíam amareladas no pátio, e isso era o outono.
Nesse convento suíço, quando um homem pisava no patamar, lavava-se o chão e queimava-se álcool em cima. Depois vinha de novo o inverno e as mãos se avermelhavam, abriam-se em feridas, a cama gelada impossibilitava o sono, e criava sonhos acordados. No dormitório escuro, com os olhos abertos sobre o lençol, ela espiava os pequenos pensamentos piscarem. De algum modo os pensamentos eram o paraíso.
Como e por que lhe veio aos vinte anos a determinação de sair do convento, não sei, nem ela soube explicar. Mas veio decidida, contra todos. Era uma vontade obstinada, monótona, passiva. As irmãs se espantaram, disseram que ela iria para o Inferno. Mas como Rosa não retrucava sequer com um argumento, venceu. Saiu, foi empregar-se como criada.
Saiu com sua trouxa pequena, a cabeça raspada, a saia nos calcanhares. “o mundo me pareceu...” - e ela não soube me explicar.
Com seu rosto de italiana do sul, os olhos redondos e as formas que tardavam a se afirmar, foi morar com uma família recomendada. Lá permanecia dia e noite, meses a fio, sem ir à rua. Explicou-me que naquela época “não sabia sair”. Usava apenas a maravilha do inverno fora do paraíso: espiava tudo pelas janelas abertas e ninguém diria se estava contente ou triste. Seu rosto ainda não sabia exprimir. Espiava pela janela aberta com a minúcia e a atenção de quem reza, com os braços cruzados e as mãos metidas nas mangas opostas.
Numa tarde em que tudo lhe pareceu vasto demais – uma tarde livre e sem trabalho era quase pecaminosa – sentiu que deveria se aplicar, ter um sentimento mais limitado e mais religioso: desceu as escadas, entrou na sala e tirou um livro da estante. Subiu de novo, sentou-se numa cadeira sem se encostar, pois ainda não aprendera a se dar prazeres, e começou a ler com grande austeridade. Mas aa cabeça esférica, onde os cabelos já nasciam curtos e rígidos – a cabeça pôs-se então a flutuar. Fechou o livro, deitou-se, cerrou os olhos.
Esperaram-na para servir o jantar, mas ela não descia. Foram busca-la. Seus olhos estavam crescidos, quentes, imóveis: ela ardia em febre.
A dona da casa passou a noite a vela-la, mas nada havia a fazer, ela não se queixava não pedia nada, e a febre a consumir. De manhã estava emagrecida, de olhos menos abertos. Assim passou mais um dia e uma noite. Então chamaram o médico.
O médico perguntou o que lhe sucederam por ali estavam todos os sintomas de febre nervosa. Rosa não dizia nada, nem lhe ocorrera dizer, não estava habituada. Foi quando o médico olhou por acaso para a cabeceira da cama e viu o livro. Examinou-o e olhou-a espantado. O livro se chamava le corset rouge. Ele disse que rosa não podia de modo algum ler um livro assim. Que mal saíra do convento, e que sua inocência era perigosa. Rosa não respondia. Ele disse:
- Você não deve ler essas coisas, elas são mentira.
Só então Rosa abriu um pouco os olhos, pela primeira vez. O médico então jurou que o livro só dizia mentiras. Ele tinha jurado...
Então ela suspirou, sorriu tímida e triste:
- É que eu pensava que tudo o que se escreve num livro e que se publica é verdade, disse olhando com tanto pudor o primeiro homem bom.
O doutor disse – e quem pode imaginar o tom com que disse:
- Mas não é.
Ela dormiu magra e pálida. A febre diminuiu, ela se levantou. Aos poucos, com o tempo, as pessoas diziam: você tem cabelos muito pretos. Rosa dizia, tocando-se: é mesmo!
De como, aos quarenta anos, ficou tão alegre, não sei explicar. Cada gargalhada. Sei também que uma vez quis se suicidar. Não porque saíra do convento. Mas por amor. Ela explicou que naquela época do amor não sabia que “tudo era assim mesmo”. Assim, como? Não me respondeu. Hoje, dez anos mais velha que seu noivo, com quem dorme, ela ri sob a grande cabeleira e diz: não se mesmo porque é que gosto mais do outono do que das outras estações, acho que é porque no outono as coisas morrem tão facilmente.
Também diz: não sou muito inteligente, tenho a impressão de que a senhora é mais do que eu. Também diz: “a senhora alguma vez já chorou como uma boba e sem saber por quê? Pois eu já!” – e cai na gargalhada.

(de A Legião Estrangeira)



Elenco de cronistas modernos [por] Carlos Drummond de Andrade [e outros]. 13. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. (pág 227)

Wednesday, January 03, 2007

Uma parte de um medo inútil!

O semestre passado foi inacreditável. Tudo aconteceu de repente e ao mesmo tempo. Eu mal tive tempo de respirar entre uma mudança e outra. Pena que ela pareça tão inútil, agora que a tenho. Pois me sinto da mesma maneira apesar da certeza de mudança.
Enquanto adrentava num mundo totalmente diferente, cheia de expectativas e ansiedade, me iludi acerca das relações que teria dali por diante. O que mais tarde se confirmou na decepção que tive ao conhecer cada uma daquelas pessoas.
Paralelamente eu me envolvia em relacionamentos absurdos, imaturos, inconsequentes, que sequer podem ser chamados de "relacionamentos", e que me mostraram quanto superficial eu poderia parecer ser.
Resta saber se era, ou se sou. Mais uma vez desilusão, mas agora comigo mesma. a esta altura eu nao conseguiria nem procurar nem esconder-me de quem mais deveria me dar valou, ou seja, eu mesma.
Ainda assim, com todas estas adversidades (...) não estou sozinha nesta. Nunca estive, Não sei porque isto passou em minha cabeça. Não era verdade. Ou se era, não era necessário ter dado tanta atenção.