Algo que eu queria ter escrito [6]
As longas passagens
As longas passagens da vida
Jamais pssaram por aqui
Eu sempre estive esperando
Mas nunca vieram até mim
Será que foi porque eu nunca me mexi
E ir, eu que devia, e não ela vir
Os bon momentos que eu tive
Se lembro, nem memo senti
E as longas pagens da vida
Para onde levariam a mim
Só mesmo um tonto que não percebe
Que portas não andam por aí
E as longas pasagens da vida
Sou eu que as devo abrir
- Pangenianos -
Monday, April 30, 2007
Wednesday, April 25, 2007
Euforia [1ª etapa]
Putz.. essa nota é só pra constar e pra eu lembrar depois o contexto de qd eu escrevi.
eu virei a noite hj pra estudar e tava mto doida aheuaheauh tonta, com sono, sei la..
e antes de ir prum cinema-relâmpago - fiquei sabendo na hora - com um povo.. [esse txt diz respeito a alguem desse "povo" que não é quem logicamente seria.. não é o "rapaz"] eu escrevi isso na facu.
minhas idéias estão meio confusas, meio promíscuas, mas eu acho que é isso que eu [quis dizer] mesmo. vou deixar o tempo me levar e tentar não interferir...
acho q isso n é pra postar.. ***avaliar depois***
toda ousadia que outrora me deixou louca, tonta, agora se esconde nessa cara inocente, concentrada
eu qero, eu sinto sem tocar, eu desejo e quero [te beijar??]
agora mais que em qualquer outro momento
seja, veja, beije,
entenda o que eu quero [você]
tome, possua, queira,
queira, que eu quero mas não posso
[me manifestar]
não esconda, mostre, seja o que tu és [quer]
beije, ame, deseje
agora mais que em qualquer outro momento
as palavras não me completam mais
não te desejam mais
agora só uma ação pode apagar essa vontade de beijar, transcender, [ilegível]...
tome, queira, para si
Tuesday, April 24, 2007
Num momento de solidão
Cabeça voando,
tá passeando, passando, pensando.
viajando numa ilha deserta
procura conchinhas na praia
Tá querendo não pensar [muito]
não sonhar [muito]
e apenas seguir em frente
ou deixar que as coisas a faça seguir
A cabeça. Que idéia!
que falta de vontade imediata
em meio a tantas aspirações futuras
Viaja, pensa, não pensa, cansa,
dorme, vaga por aí.
Em busca de dignidade,
finalidades e/ou algo que a levante.
Afinidade.
Cabeça voando,
tá passeando, passando, pensando.
viajando numa ilha deserta
procura conchinhas na praia
Tá querendo não pensar [muito]
não sonhar [muito]
e apenas seguir em frente
ou deixar que as coisas a faça seguir
A cabeça. Que idéia!
que falta de vontade imediata
em meio a tantas aspirações futuras
Viaja, pensa, não pensa, cansa,
dorme, vaga por aí.
Em busca de dignidade,
finalidades e/ou algo que a levante.
Afinidade.
Monday, April 23, 2007
Algo que eu queria ter escrito [5]
Delírio
Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci....
Olavo Bilac
Delírio
Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci....
Olavo Bilac
Sunday, April 22, 2007
Uma tarde... Inúmeras Loucuras...
De que lado?
Nãaaaao! Eu vejo sim barcos de papel à deriva em meus sonhos
eles ficcionam a realidade confundindo a utopia
Que utopia?
Esta máquina que me leva este trem tem trem
trem sem coração mas que mesmo sem flexibilidade
Entende para onde quero ir.
Com tremores e sustos com luz ou em luz
Eu sei onde estou.
Aqui, esperança!
Escolinha Pequeno Mundo
Que abrem as asas e expandem o campo de visão
Professam sua fé e criam coragem.
Despertam-se os trabalhadores que
às custas das àguas vivem, convivem e
Respeitam.
A Alegria que passa, a alegria das cores,
formas, vidas, 1001 vidas a bordo
deste vagão chamado esperança.
E o meu olhar apaixonado, perdido,
minha perspectiva dantes ignorada
Viaja nessa ralidade de sons e imagens que em meu coração
frutificam sorrisos crianças, gelados...
Gelados, cigarros, bebidas
e um bocado de mentes que convergem
em equivalentes verdades.
De que lado?
Nãaaaao! Eu vejo sim barcos de papel à deriva em meus sonhos
eles ficcionam a realidade confundindo a utopia
Que utopia?
Esta máquina que me leva este trem tem trem
trem sem coração mas que mesmo sem flexibilidade
Entende para onde quero ir.
Com tremores e sustos com luz ou em luz
Eu sei onde estou.
Aqui, esperança!
Escolinha Pequeno Mundo
Que abrem as asas e expandem o campo de visão
Professam sua fé e criam coragem.
Despertam-se os trabalhadores que
às custas das àguas vivem, convivem e
Respeitam.
A Alegria que passa, a alegria das cores,
formas, vidas, 1001 vidas a bordo
deste vagão chamado esperança.
E o meu olhar apaixonado, perdido,
minha perspectiva dantes ignorada
Viaja nessa ralidade de sons e imagens que em meu coração
frutificam sorrisos crianças, gelados...
Gelados, cigarros, bebidas
e um bocado de mentes que convergem
em equivalentes verdades.
Saturday, April 21, 2007
Algo que eu queria ter escrito [4]
Tenho te amado tanto e de tal jeito
Como se a terra fosse um céu de brasa.
Abrasa assim de amor todo meu peito
Como se a vida fosse vôo e asa.
Iniciação e fim.
Amo-te ausente
Porque é de ausência o amor que se pressente.
E se é que este arder há de ser sempre
Hei de morrer de amor nascendo em mim.
Que mistério tão grande te aproxima
Deste poeta irreal e sem magia?
De onde vem este sopro que me anima
A olhar as coisas com o olhar que as cria?
Atormenta-me a vida de poesia
De amor e medo e de infinita espera.
E se é que te amo mais do que devia
Não sei o que se deva amar na terra.
Hilda Hilst
Tenho te amado tanto e de tal jeito
Como se a terra fosse um céu de brasa.
Abrasa assim de amor todo meu peito
Como se a vida fosse vôo e asa.
Iniciação e fim.
Amo-te ausente
Porque é de ausência o amor que se pressente.
E se é que este arder há de ser sempre
Hei de morrer de amor nascendo em mim.
Que mistério tão grande te aproxima
Deste poeta irreal e sem magia?
De onde vem este sopro que me anima
A olhar as coisas com o olhar que as cria?
Atormenta-me a vida de poesia
De amor e medo e de infinita espera.
E se é que te amo mais do que devia
Não sei o que se deva amar na terra.
Hilda Hilst
Vontade
Minhas criações são mais que desejo,
São vontades desmedidas de fazer valer minha existência.
Resta saber qual vontade reinventada
Satisfará o corção angustiado com ações inovadoras.
Como combater com lápis e papel na mão
Os olhos irônicos e os dedos apontados com escárnio.
Com o amor podemos reagir em conjunto
Para que não nos sintamo excluídos.
Cabeças libertas e mão empunhando a caneta.
Vou sonhando, criando, realizando.
Será que serei ouvida? Já é suficiente ter colocado pra fora.
Num texto, num planejamento, numa ação.
Minhas criações são mais que desejo,
São vontades desmedidas de fazer valer minha existência.
Resta saber qual vontade reinventada
Satisfará o corção angustiado com ações inovadoras.
Como combater com lápis e papel na mão
Os olhos irônicos e os dedos apontados com escárnio.
Com o amor podemos reagir em conjunto
Para que não nos sintamo excluídos.
Cabeças libertas e mão empunhando a caneta.
Vou sonhando, criando, realizando.
Será que serei ouvida? Já é suficiente ter colocado pra fora.
Num texto, num planejamento, numa ação.
Friday, April 20, 2007
Fragmentos de uma carta, cujo carteiro perdeu,
portanto, que nunca foi entregue.
E foi, ou melhor, tornou-se, uma lembrança eterna.
Eu seria burra se não deixasse.
E, se o tempo permitir, tornar-se-á uma amizade eterna.
portanto, que nunca foi entregue.
Salvador, 03 de Abril de 2007
[...] Independente de qualquer coisa, como eu disse, adorei você e dificilmente me magoarei. [...] isto aqui é sim uma declaração [...] Não importa. Apenas tenho que me abrir pra você. [...] tive medo de dizer o que eu sinto [...] Porque antes eu não queria me relacionar com os homens que pareciam ser todos uns sacanas, como todos que eu tinha conhecido até então tinham sido comigo. Sacanas.
[...]
Quando eu digo que antes eu me sentia assim, me refiro a antes de te conhecer. [...] eu não acredito em amor à primeira vista. Pra mim ele deve ser construído pouco a pouco. A paixão, sim, pode ser a primeira vista.
[...]
você mudou tudo o que eu estava pensando, [...] E foi por já estar de coração aberto que eu me encantei por você. Se não fosse assim eu gostaria apenas do seu jeito, mas não, eu resolvi gostar de você também, por inteiro. E fui construindo aos poucos tudo o que sinto hoje. [...] eu me deixei levar pela paixão (à primeira vista) [...]Isto explica a sintonia
[...]
"Mas a paixão, como toda onda
Que carrega tudo na areia da praia
Ela mesma volta apagando
Todas as dores de amores passados"
[...]
não quero chorar: pra não reviver uma paixão que deve ser única, e eterna. [...] Eu não pretendo esquecer a nossa paixão, se me permite dizer assim. [...] Quero, como eu disse que o amor é para mim, construí-lo aos poucos. E se eu for feliz com o que eu fizer do meu coração [mesmo que eu o jogue na lata do lixo, guarde pra mim ou entregue a alguém] não importa o resto que acontecer comigo. [...] eu queria dizer com tudo isto que (...) (...) além de medrosa (...) eu quero tentar, quero assumir as conseqüências de querer você. (...) te digo: resistir é fútil. (...) não se preocupe se está me magoando ou não. Faça do seu jeito, mas deixe-me estar perto. Deixa eu jogar meu coração pra cima sem saber onde ele vai cair. Deixa eu te beijar toda vez e sempre como se fosse a última vez..
E foi, ou melhor, tornou-se, uma lembrança eterna.
Eu seria burra se não deixasse.
E, se o tempo permitir, tornar-se-á uma amizade eterna.
Thursday, April 19, 2007
Num Mesmo Raciocínio, Numa Mesma Praia...
A Concha
Um dia na praia
tinha na areia uma concha
mas a onda levou.
Então esperou...
...esperou...
Até que um dia
a epera canou.
Quando enfim desitiu dela
andou.. andou...
passou por 100 coqueiros
na praia e lá na frente
a 100 metros da esperança
viu refeletido no chão o sol,
o céu na água e
a luz na concha.
O Coqueiro
Outro dia de novo
deitou na areia e
o sol só não ofuscou os olhos
porque estava debaixo
da sombra do coqueiro.
Paciência
Duas horas depois
a sombra se moveu
e cego tornou-se
Ainda assim pôde sentir o vento
em sua face sacudindo os cabelos,
sentiu, e certeza teve que,
da mesma forma
o vento sacudia
o coqueiro e suas folhas.
A Concha
Um dia na praia
tinha na areia uma concha
mas a onda levou.
Então esperou...
...esperou...
Até que um dia
a epera canou.
Quando enfim desitiu dela
andou.. andou...
passou por 100 coqueiros
na praia e lá na frente
a 100 metros da esperança
viu refeletido no chão o sol,
o céu na água e
a luz na concha.
O Coqueiro
Outro dia de novo
deitou na areia e
o sol só não ofuscou os olhos
porque estava debaixo
da sombra do coqueiro.
Paciência
Duas horas depois
a sombra se moveu
e cego tornou-se
Ainda assim pôde sentir o vento
em sua face sacudindo os cabelos,
sentiu, e certeza teve que,
da mesma forma
o vento sacudia
o coqueiro e suas folhas.
Sunday, April 15, 2007
Algo que eu queria ter escrito [3]
Tenho tanto sentimento
Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Fernando Pessoa
(1888-1935)
Tenho tanto sentimento
Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Fernando Pessoa
(1888-1935)
Monday, April 09, 2007
Desconstrução
Precisei me libertar de certas amarras e moralidades pra escrever assim.
Mas, tudo que começa com um beijo termina em amasso.
Porque não?
Se quisermos, nada torna o nosso tempo perdido.
Há algo mais que lindo numa história.
Há algo mais que passageiro nas decisões.
Há algo mais que eterno em nossas lembranças.
Precisei me libertar de certas amarras e moralidades pra escrever assim.
Mas, tudo que começa com um beijo termina em amasso.
Porque não?
Se quisermos, nada torna o nosso tempo perdido.
Há algo mais que lindo numa história.
Há algo mais que passageiro nas decisões.
Há algo mais que eterno em nossas lembranças.
Partes subseqüentes I e II
(80% fingimento poético)
Parte I
”Sem aquele rapaz ela se sentia incompleta.
Antes mesmo de o ter visto. E agora
que sabe da sua existência continuará o admirando,
e amar amando cada minuto mais.
Porque ainda não conheceu sua língua por inteiro,
ainda não o provou por inteiro.
O beijo do qual não saiu, ela quer outro.
E no colo dela o perfume dele já se impregnou,
seu corpo reage ao toque dele.
A ele ela pertence desde o primeiro olhar.
Foi pelo olhar que ele insinuou um beijo, não mais como rapaz,
mas com os olhos do homem que procura sua moça.
E foi no beijo que ela pediu mais. E quiseram mais. E fizeram mais.
Pelo tesão de sentir e ser sentida desejou o toque na nuca
E pernas entre as pernas (e que pernas!)
Com mãos aflitas a se apertarem, a se prenderem, a se confundirem...
Até o último suspiro inebriante de um êxtase profundo.
Aí sim, ela confundiu seu corpo todo, não mais como moça,
mas como a mulher completa, satisfeita,
e que se achou mais tarde no corpo do rapaz.
Agora não são mais dois seres estranhos.
São apenas dois seres distintos e incompletos,
dois corpos sequiosos de emoção se desejando com fervor
e que, a todo o momento, mesmo distante, se confundem.
Procuram-se e querem concluir a paixão repentina.
Ela se sente agora incompleta, e ele resiste, em vão,
à moça que outrora (sendo homem) conhecera ali.
Ali eles viveram um caso, protagonistas de um tema livre,
atores e diretores de sua própria decisão."
”Sem aquele rapaz ela se sentia incompleta.
Antes mesmo de o ter visto. E agora
que sabe da sua existência continuará o admirando,
e amar amando cada minuto mais.
Porque ainda não conheceu sua língua por inteiro,
ainda não o provou por inteiro.
O beijo do qual não saiu, ela quer outro.
E no colo dela o perfume dele já se impregnou,
seu corpo reage ao toque dele.
A ele ela pertence desde o primeiro olhar.
Foi pelo olhar que ele insinuou um beijo, não mais como rapaz,
mas com os olhos do homem que procura sua moça.
E foi no beijo que ela pediu mais. E quiseram mais. E fizeram mais.
Pelo tesão de sentir e ser sentida desejou o toque na nuca
E pernas entre as pernas (e que pernas!)
Com mãos aflitas a se apertarem, a se prenderem, a se confundirem...
Até o último suspiro inebriante de um êxtase profundo.
Aí sim, ela confundiu seu corpo todo, não mais como moça,
mas como a mulher completa, satisfeita,
e que se achou mais tarde no corpo do rapaz.
Agora não são mais dois seres estranhos.
São apenas dois seres distintos e incompletos,
dois corpos sequiosos de emoção se desejando com fervor
e que, a todo o momento, mesmo distante, se confundem.
Procuram-se e querem concluir a paixão repentina.
Ela se sente agora incompleta, e ele resiste, em vão,
à moça que outrora (sendo homem) conhecera ali.
Ali eles viveram um caso, protagonistas de um tema livre,
atores e diretores de sua própria decisão."
Parte II e Parte III
Parte II
"Ela não imaginara o segundo encontro
mas, já que ocorrera naquele lugar,
não hesitou em se deixar levar.
O olhar se repetiu, e antes mesmo do beijo,
ela sentiu seu corpo estremecer. Não foi necessário usar palavras,
antes disso ele já havia entendido o seu papel.
Ele quis mais e amou mais e se envolveu mais.
Não que uma etapa tenha sido queimada,
o beijo houve e foi necessário como uma nota introdutória.
Mas agora eles já se conheciam.
As bocas se procuraram sem pressa,
as mãos estavam mais livres, e, sem pressa, se reconheceram.
Sem pressa, cabelos se apertaram nas mãos,
nuca em pernas, pernas em pernas (e que pernas!), e se sufocaram,
reviveram o primeiro encontro como da outra vez.
(achando que seria o último)
Ele sentia saudades e ela apenas queria estar ali.
E estiveram por um bom tempo, e ela gostou, e ele, e ela, e ele....
e ela se sentiu tonta, e se sentiu perdida, e ele se encontrou nela.
E ela o quis mais do que nunca.
Completaram-se novamente, mas ainda assim,
Sentiam-se incompletos. O caso precisou se repetir, se repetiu,
e precisará se repetir sempre e eles não mais resistirão.
Porque resistir é fútil. E é a consciência disto que os levam a viver.
E a tentar se amar, se pegar, se apaixonar.“
Parte III
"A luz que cria esse clima, O momento para qualquer vontade.
Meio claro, meio escuro, meio sentimental meio carnal.
Um pouco doce para a língua,
Muito ardente pra os olhos.
O olhar que não rolou,
Mãos inquietas que ficaram paradas.
Ela, à luz de velas não quer mais pensar.
Pra quê pensar, se, neste caso,
é o coração, ou o corpo, quem manda?
E as vontades não percebidas
Ficarão para o sonhos esta noite.
As pernas dele, sem saber, ela quer mais
Sem pudor ela vê que são pernas e não passam de pernas
(mas que pernas!)
Seu coração idiota que se emociona
é volúvel a qualquer ilusão.
Na ecuridão e/ou sob a luz ela confessa não saber.
Apesar da cabeça que tudo imagina,
não sabe o quão fútil ela ficaria esquecendo todo o sentimento
e, naquela noite, resumindo-se ao desejo."
Parte II
"Ela não imaginara o segundo encontro
mas, já que ocorrera naquele lugar,
não hesitou em se deixar levar.
O olhar se repetiu, e antes mesmo do beijo,
ela sentiu seu corpo estremecer. Não foi necessário usar palavras,
antes disso ele já havia entendido o seu papel.
Ele quis mais e amou mais e se envolveu mais.
Não que uma etapa tenha sido queimada,
o beijo houve e foi necessário como uma nota introdutória.
Mas agora eles já se conheciam.
As bocas se procuraram sem pressa,
as mãos estavam mais livres, e, sem pressa, se reconheceram.
Sem pressa, cabelos se apertaram nas mãos,
nuca em pernas, pernas em pernas (e que pernas!), e se sufocaram,
reviveram o primeiro encontro como da outra vez.
(achando que seria o último)
Ele sentia saudades e ela apenas queria estar ali.
E estiveram por um bom tempo, e ela gostou, e ele, e ela, e ele....
e ela se sentiu tonta, e se sentiu perdida, e ele se encontrou nela.
E ela o quis mais do que nunca.
Completaram-se novamente, mas ainda assim,
Sentiam-se incompletos. O caso precisou se repetir, se repetiu,
e precisará se repetir sempre e eles não mais resistirão.
Porque resistir é fútil. E é a consciência disto que os levam a viver.
E a tentar se amar, se pegar, se apaixonar.“
Parte III
"A luz que cria esse clima, O momento para qualquer vontade.
Meio claro, meio escuro, meio sentimental meio carnal.
Um pouco doce para a língua,
Muito ardente pra os olhos.
O olhar que não rolou,
Mãos inquietas que ficaram paradas.
Ela, à luz de velas não quer mais pensar.
Pra quê pensar, se, neste caso,
é o coração, ou o corpo, quem manda?
E as vontades não percebidas
Ficarão para o sonhos esta noite.
As pernas dele, sem saber, ela quer mais
Sem pudor ela vê que são pernas e não passam de pernas
(mas que pernas!)
Seu coração idiota que se emociona
é volúvel a qualquer ilusão.
Na ecuridão e/ou sob a luz ela confessa não saber.
Apesar da cabeça que tudo imagina,
não sabe o quão fútil ela ficaria esquecendo todo o sentimento
e, naquela noite, resumindo-se ao desejo."
Sunday, April 08, 2007
Angustiante ver e não poder tocar
se quero provar e, sem beijos profanos
há vontade de jogar tudo pro alto
e de com a língua sentir.
[que nele presa eu possa ficar]
Da mesma maneira que desejo
Ter eu quero um dia pra ser desejada
Oh proibição vã que me inibe
Oh amor sem futuro que me impede
E, se no fim nada der certo, imploro
Provo mesmo e certamente descubro;
não há nada de fascinante aos olhos
que a língua não possa desvendar.
se quero provar e, sem beijos profanos
há vontade de jogar tudo pro alto
e de com a língua sentir.
[que nele presa eu possa ficar]
Da mesma maneira que desejo
Ter eu quero um dia pra ser desejada
Oh proibição vã que me inibe
Oh amor sem futuro que me impede
E, se no fim nada der certo, imploro
Provo mesmo e certamente descubro;
não há nada de fascinante aos olhos
que a língua não possa desvendar.
Saturday, April 07, 2007
Algo que eu queria ter escrito [2]
Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui
Antônio Villeroy / Ana Carolina
Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui
Antônio Villeroy / Ana Carolina
Thursday, April 05, 2007
Amor é fogo que queima muito
É ferida aberta, e que sangra
É um descontentamento suicida
É dor que dói visceralmente
É um não querer só de orgulho
É um andar solitário e melancólico
É nunca estar contente e sim chorando
É um cuidar passivo e sem retorno
É estar preso sem conseguir sair
É servir a quem se ama, o desavisado
É ter por quem se matar, o indiferente
(...)
É ferida aberta, e que sangra
É um descontentamento suicida
É dor que dói visceralmente
É um não querer só de orgulho
É um andar solitário e melancólico
É nunca estar contente e sim chorando
É um cuidar passivo e sem retorno
É estar preso sem conseguir sair
É servir a quem se ama, o desavisado
É ter por quem se matar, o indiferente
(...)
Evidente que isto que escrevi não está escrito em meu coração. Não mais. Ainda mais agora. Foi só uma parodiazinha do soneto conhecidíssimo de Camões.
Wednesday, April 04, 2007
Algo que eu queria ter escrito [1]
Foi tolice desistir de tudo
Quando ainda eu tinha um tanto pra falar
E te disse tantas coisas
Que nunca pensei
Só pra fugir do silêncio uma vez mais.
E agora as marcas
Quando o dia amanhece
Não se escondem mais.
E eu não entendo
como você não está aqui,
nem como pude agir assim,
e só penso em voltar.
Quem sabe desta vez
Eu consiga explicar
O que nunca soube dizer...
Consiga te mostrar
Que o vazio que deixou em mim
Me deixa sem forças.
Quem disser que a solidão
Não planeja seus golpes
Desconhece-lhe os fins.
As esperanças que plantei
Só me trouxeram cortes
Com tantos espinhos.
Sempre soube que ia acabar no chão
E ainda assim
Me atirei com vendas nos olhos
Do alto de precipícios.
Mas juro,
Pensei que cair duraria MAIS...
Agora, meus pés quebrados
Não me deixam ir pra casa
E estou cada vez mais
Coberto de folhas em seu quintal
E esquecido.
Ah, se eu fosse poeta
Saberia como me defender...
Mas, eu sou só mais
Um garoto imbecil a se repetir...
Trabalhando Em Um Bom Título (mas, Que Não Seja Repetitivo)
- Nene Altro - Dance of days -
Foi tolice desistir de tudo
Quando ainda eu tinha um tanto pra falar
E te disse tantas coisas
Que nunca pensei
Só pra fugir do silêncio uma vez mais.
E agora as marcas
Quando o dia amanhece
Não se escondem mais.
E eu não entendo
como você não está aqui,
nem como pude agir assim,
e só penso em voltar.
Quem sabe desta vez
Eu consiga explicar
O que nunca soube dizer...
Consiga te mostrar
Que o vazio que deixou em mim
Me deixa sem forças.
Quem disser que a solidão
Não planeja seus golpes
Desconhece-lhe os fins.
As esperanças que plantei
Só me trouxeram cortes
Com tantos espinhos.
Sempre soube que ia acabar no chão
E ainda assim
Me atirei com vendas nos olhos
Do alto de precipícios.
Mas juro,
Pensei que cair duraria MAIS...
Agora, meus pés quebrados
Não me deixam ir pra casa
E estou cada vez mais
Coberto de folhas em seu quintal
E esquecido.
Ah, se eu fosse poeta
Saberia como me defender...
Mas, eu sou só mais
Um garoto imbecil a se repetir...
Trabalhando Em Um Bom Título (mas, Que Não Seja Repetitivo)
- Nene Altro - Dance of days -
Tuesday, April 03, 2007
Algo que eu escrevi
De mim, faço triste poeta
Só pra te comover
E em seguida me torno objeto
Só para ser desejada por ti
Das mil loucuras que penso,
Escrevos histórias só pra você
E te faço sem hesitar
O protagonista da minha vida
São tuas pernas
Que sinto em minhas mãos
E só no teu peito
Que meus cabelos repousam.
Temo só que imagines
De quantas histórias participas
E das tantas loucuras minhas
Quais pertencem só a você
De mim, faço triste poeta
Só pra te comover
E em seguida me torno objeto
Só para ser desejada por ti
Das mil loucuras que penso,
Escrevos histórias só pra você
E te faço sem hesitar
O protagonista da minha vida
São tuas pernas
Que sinto em minhas mãos
E só no teu peito
Que meus cabelos repousam.
Temo só que imagines
De quantas histórias participas
E das tantas loucuras minhas
Quais pertencem só a você
Sunday, April 01, 2007
Olhos Vermelhos
Olhos vermelhos de quem chora,
de quem não sabe porque ri.
Olhos vermelhos de quem está
entregue a qualquer futuro bom
que valha a pena.
Ou coisa que o valha,
pois são olhos de quem
já se enfureceu um dia,
mas que agora só sabe amar.
Amar o mar, o sol, a lua, o céu,
as flores na varanda e o futuro bom.
Que futuro bom? Que eperança?
Quero apenas aprender a amar
e amar, e amar, e amar,
e não me preocupar com mais nada.
E só os olhos vermelhos que choram,
não de quem já se enfureceu um dia,
mas de quem não sabe porque ri,
me entenderão e sorrirão comigo.
Olhos vermelhos de quem chora,
de quem não sabe porque ri.
Olhos vermelhos de quem está
entregue a qualquer futuro bom
que valha a pena.
Ou coisa que o valha,
pois são olhos de quem
já se enfureceu um dia,
mas que agora só sabe amar.
Amar o mar, o sol, a lua, o céu,
as flores na varanda e o futuro bom.
Que futuro bom? Que eperança?
Quero apenas aprender a amar
e amar, e amar, e amar,
e não me preocupar com mais nada.
E só os olhos vermelhos que choram,
não de quem já se enfureceu um dia,
mas de quem não sabe porque ri,
me entenderão e sorrirão comigo.
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