Friday, December 08, 2006

Tempo!

O Tempo. Porquê, Tempo?
Já posso ver minhas rugas,
já posso sentir o peso da gravidade!

Ai, se eu pudesse voltar atrás.
Pra dizer o que não tive coragem,
e sorrir pro desconhecido do ônibus...

O Tempo escorrega por minhas mãos tácitas.
Ele passa e deixa,
e me deixa, me marca, me prende!

Incerto me deixou na contramão de uma mão única,
que impele a metaforizar minha condição.

Tempo! Arraigou-me a um futuro certo,
cujo caminho incerto me agonia
Meu agastamento é sem porquê
eu já sei, assim foi e sempre será!

O relógio da vida cobra
E eu cobro da vida a insuficiência a que tenho direito
Só se for o de morrer! E ver o tempo se esvair

Chego a ponto de não conseguir rematar minha inspiração.
A angústia atemporal que perpassa por meus dias
está se tornando cada vez mais insuportável.
Expiro, é hora de finalizar, pois o tempo não pára!


11/03/06 - Foi quando surgiu a idéia pra fazer este texto médio. Está aqui então, republicado para que os insanos desprovido de criticidade literária e os simpatizantes do estilo de arte livre possam deleitar-se com esta medíocre forma. Abraços!

1 comment:

Anonymous said...

tempo.
se te preocupas com ele
compre um relogio,
e começe a policia-lo.