Friday, December 15, 2006

Não faça perguntas!

De repente eu vi tudo se esvair de minhas mãos como vento.
Ou como Nenê Altro disse: "agarro meus sonhos entre minhas mãos mas por entre meus dedos eles se vão".

Sim, estou passando de novo por uma fase de oscilação intensa de humor, de predeterminação. Que em minha vida significa receber sinais. Que eu posso, ou não, "ouví-los".

Hoje um destes sinais me perturbou quando saía do laboratório. Não sei porque, ao invés de voltar pra casa andando, por 10 minutos, assim como fui pra lá, entrei dentro de um ônibus. Qual? Não faço a mínima idéia. Só sei que passou pelo itaigara. Então comprei pilhas pro meu MP3 que "acabara de acabar" e comecei a andar, aproveitei que estava "perto" do parque da cidade e dei uma volta por lá. Me perguntei mil vezes o que fazia ali, o que ou quem estava esperando, mas todas as vezes sem obter respostas. O que mais tarde descobriria. Quando estava no ponto, me preparando parar ir embora estranhamente recebi uma informação. Não, não foi do além! Alguém me disse. Mas não era alguma novidade. Foi só uma confirmação do que eu já sabia, e sei ainda.

Atestado entregue de incompetência, incapacidade, falha em algum ponto numa amizade.
Desisti por não saber mais o que fazer? Mentira! Eu não desisto, acabo sempre caindo nos mesmos erros. E erro, erro, erro, provoco repulsa (ou repugna) naqueles que eu mais quero bem e perto de mim. Mas não é algo obcessivo, que exija a presença física. Apenas gostaria de uma proximidade... Como posso dizer... sem palavras, mas é algo entre proximidade psicológica e "de afinidade" de um para com o outro.

Me referi à repulsa "naqueles que mais quero bem e perto de mim" no plural porque tenho sentido isso em relação a todos. Esta é aquela fase em que acho que meu tempo está se esgotando e que estou fazendo tudo errado ao invés de aproveitar ao máximo os últimos momentos.

Não, não vou morrer, nem matar ninguém. Nem obriguei ninguém a ler isto, portanto, não faça perguntas (isto vale pra mim também).

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