Friday, April 20, 2007

Fragmentos de uma carta, cujo carteiro perdeu,
portanto, que nunca foi entregue.
Salvador, 03 de Abril de 2007

[...] Independente de qualquer coisa, como eu disse, adorei você e dificilmente me magoarei. [...] isto aqui é sim uma declaração [...] Não importa. Apenas tenho que me abrir pra você. [...] tive medo de dizer o que eu sinto [...] Porque antes eu não queria me relacionar com os homens que pareciam ser todos uns sacanas, como todos que eu tinha conhecido até então tinham sido comigo. Sacanas.
[...]
Quando eu digo que antes eu me sentia assim, me refiro a antes de te conhecer. [...] eu não acredito em amor à primeira vista. Pra mim ele deve ser construído pouco a pouco. A paixão, sim, pode ser a primeira vista.
[...]
você mudou tudo o que eu estava pensando, [...] E foi por já estar de coração aberto que eu me encantei por você. Se não fosse assim eu gostaria apenas do seu jeito, mas não, eu resolvi gostar de você também, por inteiro. E fui construindo aos poucos tudo o que sinto hoje. [...] eu me deixei levar pela paixão (à primeira vista) [...]Isto explica a sintonia
[...]
"Mas a paixão, como toda onda
Que carrega tudo na areia da praia
Ela mesma volta apagando
Todas as dores de amores passados"
[...]
não quero chorar: pra não reviver uma paixão que deve ser única, e eterna. [...] Eu não pretendo esquecer a nossa paixão, se me permite dizer assim. [...] Quero, como eu disse que o amor é para mim, construí-lo aos poucos. E se eu for feliz com o que eu fizer do meu coração [mesmo que eu o jogue na lata do lixo, guarde pra mim ou entregue a alguém] não importa o resto que acontecer comigo. [...] eu queria dizer com tudo isto que (...) (...) além de medrosa (...) eu quero tentar, quero assumir as conseqüências de querer você. (...) te digo: resistir é fútil. (...) não se preocupe se está me magoando ou não. Faça do seu jeito, mas deixe-me estar perto. Deixa eu jogar meu coração pra cima sem saber onde ele vai cair. Deixa eu te beijar toda vez e sempre como se fosse a última vez..

E foi, ou melhor, tornou-se, uma lembrança eterna.
Eu seria burra se não deixasse.
E, se o tempo permitir, tornar-se-á uma amizade eterna.

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