Thursday, April 05, 2007

Amor é fogo que queima muito
É ferida aberta, e que sangra
É um descontentamento suicida
É dor que dói visceralmente

É um não querer só de orgulho
É um andar solitário e melancólico
É nunca estar contente e sim chorando
É um cuidar passivo e sem retorno

É estar preso sem conseguir sair
É servir a quem se ama, o desavisado
É ter por quem se matar, o indiferente

(...)

Evidente que isto que escrevi não está escrito em meu coração. Não mais. Ainda mais agora. Foi só uma parodiazinha do soneto conhecidíssimo de Camões.

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